Vacinas

Vacinas para cães

 

Neste artigo, iremos esclarecer sobre quais, quantas,quando e por que vacinar seu cãozinho. Acompanhe aqui uma relação em que estão listadas a idade indicada para cada vacina e o que elas previnem. Abaixo listamos algumas observações muito importantes à respeito da vacinação que devem ser levadas em conta, já que, inclusive, o excesso de vacinas pode prejudicar a saúde do pet.Observe:
 

Até 50 dias 
 

·          Não é aconselhável vacinar um cão tão novo, pois pode ocasionar mais males que benefícios, como reações alérgicas e até infecções

·         A imunidade dos cães é reforçada pela amamentação materna

·         Vacinação apenas após os 50 dias de vida
 

60 dias (dois meses )
 

1 – Quais aplicar?

·         Ou uma dose de V2, que previne a cinomose e parvovirose, principais doenças que devem ser prevenidas nessa fase. Também é a vacina com menor potencial de reação adversa.

·         Ou uma dose de V6, Além das duas doenças prevenidas pela V2, engloba mais quatro patologias: hepatite infecciosa canina, parainfluenza, coronavirose e adevovirose tipo II.

·         Ou uma dose de V8, Além das seis doenças prevenidas pela V6, protege, também contra dois tipos de leptospirose. A fração que combate esta doença é a mais alergênica e, muitas vezes é considerada desnecessária para filhotes tão novinhos.
 

2 – Observações:

·         Não vacine cães desnutridos, altamente parasitados por vermes intestinais ou doentes. Nestas condições as vacinas podem causar complicações.

·         Evite levar o filhotinho à clínica veterinária, se possível chame o veterinário para dar as primeiras vacinas em sua residência. Isso reduz a chance de infecções.

·         Mantenha o cão em casa. Só permita que ele tenha contato com cães devidamente imunizados.

·         Evite ao máximo a V10 (combate todas da V6+ quatro tipos de leptospiroses) para os pequeninos. Eles não tem capacidade de armar uma resposta imunológica tão rápida.

·         Considerando o ambiente em que o animal vive, as vacinas mais seguras para a 1ª imunização, em ordem, são: V2, V6 e V8.
 

90 dias (três meses )
 

1 – Qual aplicar?
 

·         Ou uma dose de V6

·         Ou uma de V8
 

2 – Observações:

·         É importante respeitar o intervalo de 21 a 30 dias entre uma imunização e outra.

·         O protocolo vacinal do filhote deve terminar aos 4 meses de idade. Após esse período a vacina tem 98% de chances de garantir proteção duradoura.Isso acontece por que até, aproximadamente, três meses e meio o filhote apresenta anticorpos maternos que podem impedir a eficácia.
 

·         Só aplique V8 no seu cãozinho se ele estiver vulnerável a ser contaminado por alguma leptospirose. Caso contrário esta vacina e a V10 podem causar mais males que benefícios ao seu cão.

·         A V10, além de não ter um bom custo-benefício, se diferencia da V8 por imunizar contra duas leptospiroses, que geralmente acometem animais silvestres e raramente atacam animais domésticos.

·         Caso o animal tenha que ser imunizado contra leptospiroses, ele deve tomar duas doses. A segunda após 30 dias a primeira
aplicação.

 

120 dias (quatro meses )
 

1 – Qual aplicar?
 

·         Ou uma dose de V6

·         Ou uma dose de V8
 

2 – Observações?
 

·         A partir dos quatro meses o filhote não apresenta mais anticorpos maternos, o que facilita a eficácia da proteção das vacinas.

·         Aguarde cerca de 10 dias após esta última imunização para permitir que seu cãozinho brinque com cães desconhecidos

·         Não dê a vacina antirrábica junto com as V6 ou V8. Aguarde um intervalo mínimo de 30 dias. Só aplique antirrábica antes dos seis meses caso more em áreas rurais ou com acesso frequente de animais silvestres.

·         A partir desta de idade o seu cãozinho já pode começar a receber a primeira das três doses da imunização contra leishmaniose visceral canina. Entre uma dose e outra, aguarde, no mínimo 21 dias. Converse com veterinário que cuida do seu amiguinho.
 

180 dias (seis meses )
 

1 – Qual aplicar?
 

·         Primeira dose da antirrábica - vacina previne a raiva canina.
 

2 – Observações:
 

·         Prefira sempre vacinar seu pet em um consultório veterinário, de preferência do mesmo profissional que acompanha seu animal desde o nascimento.

·         Evite campanhas de vacinação. Não que elas sejam ruins, mas após o período de campanha, muitos animais apresentam complicações resultantes da má aplicação da vacina ou do manuseio e armazenamento indevidos da medicação.

·         Após um ano da primeira aplicação, o cão deve receber o reforço da vacina antirrábica.
 

1 ano e 4 meses 
 

1 – Qual aplicar?
 

·         Ou o reforço da V6

·         Ou o reforço da V8
 

2 – Observações:
 

·         A partir desta idade, o cão que recebeu quatro doses da V6 ou V8, está imunizado contra cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa canina por, pelo menos nove anos.

·         Segundo trabalhos científicos recentes produzidos por pesquisadores e veterinários, com a quarta dose da V6 e V8, o cão se torna imune a parainfluenza e adenovirose tipo II por sete anos e coronavirose por toda a vida.

·         Após essa imunização o cão não precisa mais receber doses de V6, V8 ou V10 anualmente. Os reforços podem ser aplicados em intervalos de três a cinco anos.

·         Se possível evite dar estas doses junto à dose de antirrábica. Aguarde um intervalo de, pelo menos, um mês.
 

1 ano e 6 meses 
 

1 – Qual Aplicar
 

·         Reforço da antirrábica.
 

2 – Observações:
 

·         Prefira vacinar seu cão no consultório veterinário, de preferência o mesmo que acompanha seu cão desde a primeira vacinação.

·         Tendo o cão sido imunizado contra raiva entre os quatro e seis meses e recebido o reforço um ano depois, o animal estará imune à raiva canina por, pelo menos, três anos, porém a legislação brasileira ainda obriga a vacinação anual.

Outras observações :
 

1. Classificações das vacinas 
 

Segundo estudos, as vacinas são dividas em três tipos:

·         Essenciais, que previnem contra a raiva canina, cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina e leishmaniose visceral canina – Doenças infecciosas, transmissíveis, inclusive para humanos em alguns casos, e, muitas vezes, letais;

·         Opcionais, que previnem a leptospirose, tosse dos canis e parainfluenza – Doenças mais brandas, virais e com tratamento efetivo.

·         Não recomendadas, as vacinas que previnem a giardíase, dermatofito, coronavirose e adenovirose tipo II – Além da imunização durar pouco tempo – exceto para coronovirose, que pode durar a vida toda – estas patologias são de fácil tratamento.
 

2. Nem todo cão deve receber todo tipo de vacinação 
 

É preciso traçar um histórico social e ambiental do cão para saber a quais doenças ele está exposto e a que tipo de contaminações ele está sujeito. Vacinas desnecessárias podem causar males irreversíveis aos cães. Procure um veterinário que poderá ajudar na produção do calendário de vacinação do seu amiguinho.
 

3. Excesso de vacinas pode causar males ao cão 
 

Estudos comprovam que expor cães, principalmente filhotes, a inúmeros agentes alérgenos e/ou infecciosos simultaneamente, inclusive aos que representam pouca ou nenhuma ameaça, pode causar vários males.

Isso ocorre porque o procedimento de vacinação não é inóculo e tem o potencial de provocar reações adversas imediatas e tardias que acometem os cães, como, por exemplo, processos alérgicos, doenças autoimunes, tumores, poliartrite, doença renal crônica, epilepsia e até distúrbios comportamentais.
 

O ideal é que o protocolo vacinal seja realizado, junto ao veterinário, sob medida para cada cãozinho, levando em conta raça, idade, local onde vive, estilo de vida e histórico de saúde, considerando verdadeiramente os riscos do animal contrair doenças contra as quais ele será vacinado.
 

4. Vacinação anual é um procedimento defasado 
 

Estudos provam, há pelo menos 10 anos, que realizar a imunização anualmente não é um procedimento correto, além de poder fazer muito mal aos cães, como citado acima. Além disso, como pode ser visto no quadro, após o quarto reforço da vacina, algumas imunizações perduram por cinco, sete, dez anos e até mesmo por toda a vida do animal.

Além disso, as vacinas devidamente aplicadas fazem com que o animal desenvolva células de memória e anticorpos que futuramente o ajudarão a lidar com as doenças.
 

As exceções a esta observação são as imunizações para doenças causadas por bactérias (leptospirose) ou por protozoários (leshmaniose), cuja a duração da proteção tem garantia apenas de 6 meses a um ano. Estas vacinas podem ser dadas separadamente e nem todo animal precisa receber.
 

Lembramos que as informações deste texto são baseadas em apanhados de estudos veterinários recentes e atualizadas e que são apenas sugestões. Sempre, antes de realizar procedimentos que lidem com a saúde do seu Pet, procure um veterinário.
 

Fonte: Senhor Pet

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